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Superintendente da Polícia Federal do Rio é exonerado

A mudança havia sido divulgada pelo presidente no dia 15 de agosto, o que provocou surpresa na PF, pois a definição do cargo é do delegado-geral

01/09/2019 11h39
Por: Redação Segundo Diário
Fonte: R7
O superintendente da PF Ricardo Saadi, que foi exonerado Gil Ferreira / Divulgação CNJ
O superintendente da PF Ricardo Saadi, que foi exonerado Gil Ferreira / Divulgação CNJ

O superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, foi exonerado do cargo. A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União da quarta-feira (28).

A mudança já havia sido anunciada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, no dia 15 de agosto. O anúncio foi uma surpresa para a PF, uma vez que a definição dos superintendentes regionais é de responsabilidade do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

O motivo, segundo Bolsonaro, é "produtividade". O R7 apurou que a decisão já estava tomada há cerca de três meses.

Saadi estava à frente da PF do Rio desde abril de 2018. Ele é delegado federal há 17 anos (desde 2002) e durante seis anos comandou o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, que firmou acordos internacionais importantes durante a Operação Lava Jato. Por menos de um ano chefiou a Superintendência da PF no Rio Grande do Sul.

O delegado é formado em Direito pela Univerisidade Mackenzie, em 1999, e em Ciências Econômicas pela PUC-SP. Concluiu mestrado e doutorado em Direito Político e Econômico no Mackenzie.

Celular

Saadi é o delegado que esqueceu o celular em carro de aplicativo, na zona sul do Rio de Janeiro, e mobilizou a PF e Polícia Militar para recuperar o aparelho.

Quinze policiais militares e federais, em cinco viaturas, fizeram uma operação na comunidade das Três Pontes, em Cosmos, na Zona Oeste do Rio. Mas o objetivo não era prender bandidos nem apreender drogas ou armas. Todo o aparato foi para recuperar o celular do delegado, que continha informações confidenciais e tinha sido levado, ainda que sem querer, pelo motorista do aplicativo. A operação durou duas horas.

A PF do Rio nega que Saadi tenha perdido o celular e que tenha montado operação para recuperá-lo. Diz ainda que o delegado foi a Brasília no dia 9 e retornou ao Rio apenas no dia 13. O R7, no entanto, confirmou com cinco fontes diferentes, no Rio e em Brasília, a perda do celular e operação para recuperá-lo.

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